Um vídeo para ver - uma reflexão para fazer

Série Pregadores Convidados

Dando início à Série Pregadores Convidados, trago uma mensagem do Pr. Rangel (meu pai).


O EDIFICADOR CHAMADO “EU SOU”

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Salmo 127:1).

Inicialmente faz-se necessário sabermos que edificar é construir, erguer, levantar. Sabemos que para construir uma casa, prédio ou edifício é necessário que exista projeto para tal. Nenhuma construção pode ser iniciada sem o projeto básico, projeto executivo, cronograma físico e depois se segue a execução dos serviços dentro de suas fases, etapas e cronograma físico que vão consolidar a obra.

Sabemos que a execução de cada fase e etapa deve obrigatoriamente ser precedida da conclusão e aprovação, pela autoridade competente, dos serviços anteriores, à exceção do projeto executivo, o qual poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução da obra e serviços, desde que autorizado pela autoridade competente.

Sabemos que nenhuma obra pode ter inicio antes da aprovação dos projetos e limpeza da área para instalação do canteiro de obra, e que após isso segue-se a medição para posterior demarcação da área. Esses procedimentos são seguidos de limpeza, arrumação, organização e preparação para o alicerce que obrigatoriamente precisa estar certo. O alicerce é o fundamento e nada pode ser mudado porque ele é o início que traz um bom final. "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo." (I Co 3:11)

Uma obra é algo sério. É procedimento para quem segue e obedece aos projetos nos quais não pode haver dúvidas ou variações."Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito" (I Co 4:6).

A matéria prima precisa estar de acordo com os projetos para que a obra seja boa e correta, bem como agradável aos olhos, além de firme por ter sido erguida no alicerce de pedra. "Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra, nessa parte permanecer, o construtor receberá galardão. Se a obra de não suportar, nessa parte, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1 Co. 3:11-15). Como está falado, um templo de madeira, feno ou palha pode ser construído rápido e barato, no entanto não subsistirá. A outra edificação com materiais mais caros e mais trabalhados podem parecer ser lentos e improdutivos, mas ao tempo resistirá e não será abalada com terremotos ou vendavais. Não há vento estranho que a destrua.

A edificação precisa ser erguida – mas – erguida de maneira sólida. Não basta crescer, é preciso crescer solidificada. A edificação precisa ser real porque a falsa, a fraca, a edificada a “toque de caixa” muito embora pareça bela, forte e agradável, ela passará porque é construção estranha aos projetos básico e executivo. (fogo estranho, vento falso)

Essa rapidez, beleza e chamamento visual não significam que o edificador tenha aprovado a execução. O simples fato de uma edificação ter dado certo não significa que ela obedeceu aos projetos. Em vão trabalharam. Uma obra só pode ter o recebimento definitivo pelo “EU SOU”. Em vão foi construir muitas casas se a sua foi erroneamente construída, ela vai ruir.

Casas construídas em mutirão, construções sensacionalistas são coisas de pessoas que não querem alicerce sólido; só querem aparecer aos olhos do senhor humano. Esses esquecem que os olhos do Verdadeiro Edificador estão passando sobre todas as obras, e o que não ultrapassou os limites dos projetos será chamado (porque os são) bom trabalhador, os outros de tolos, loucos, com a frase de “não os conheço”.

Concluo este estudo lembrando que as pessoas devem se preocupar com uma edificação sólida, buscando conhecer e obedecer aos projetos verdadeiros (que é a Verdade – a Palavra), discernir os enganosos canteiros da obra. Essas coisas provocam fadiga (apostasia). Apostasia não significa que a igreja ficará vazia de pessoas, mas sim vazia do Espírito Santo. Vazia de edificadores genuínos e conhecedores dos projetos (da verdade), dispostos ao labor de uma perfeita obra e seguidores do principal Edificador.


Pr. Rangel, Joanes Batista

Bacharel em Teologia

Mestre em Teologia

Doutor em Teologia

Doutor em Ciência e Filosofia da Religião

Doutor em Filosofia Pastoral


Mais uma vitória

Ultrapassamos 5.000 acessos ao Blog. Obrigado a todos que nos prestigiam.

Você tem medo de que?

Estes dias tive acesso a um e-mail de uma nova convertida:

"Caros amigos, gostaria de saber se possível, se vocês têm algum lugar onde podia me encontrar com outros cristãos que como eu, vivem sozinhos. Gostaria de conhecer pessoas que conhecem a Deus e estão dispostas a trocarem amizade e se libertarem da solidão, como amigos. Tenho conhecido Deus com vocês, mas precisava também de estar com pessoas.” - M.M.

Apesar de estar rodeado de boas comunidades, gostaria sinceramente de dizer a essa pessoa que eu também gostaria de saber onde estão aqueles que desejam trocar a solidão pela amizade, pelo partilhar Deus, pela comunhão e pelo amor.



Não é afinal para isso que somos igreja?



**fonte: Rubinho Pirola**

Fruta verde


Pelo prazer de comer a fruta madura e doce. Mordendo e saciando seu caldo suculento, sentindo seu gosto, vale a pena esperar! Na fruta verde é desperdício, seu gosto não é o mesmo da fruta que já esta pronta. Tantas vezes a pressa faz isso, tira o prazer do gosto verdadeiro. A impaciência atormenta e aflige o pensamento e vai a secar assim, tantas alegrias. O que não se alcança, muitas vezes não esta pronto, não é a hora certa de se animar. Mas, para isso é necessário parar um pouco e refletir sem pressa, naquilo que deseja. Tolo o que erra pela pressa de não saber esperar o tempo certo das suas vontades. Ouvi o que lhe diz sempre a voz da experiência: A pressa é a inimiga da perfeição! Há um tempo certo pra tudo.

(Robert Sheldon)

Overdose de Deus

Há um tema sempre reincidente nos louvores atuais: “Mais de Deus”. Se por um lado, temos a impressão de que as pessoas estão realmente se interessando pelas coisas celestiais, a ponto de não se contentarem com uma espiritualidade rasa, por outro lado, corremos o risco de achar que a obra realizada por Deus em Cristo ainda não foi consumada.

Cantamos que “o melhor de Deus ainda está por vir”. Mas o que queremos dizer com isso? Se estamos declarando com isso que o Espírito Santo nos conduz sempre a uma glória maior, tudo bem. De fato, o melhor sempre está por vir. Porém, temos que cuidar pra que não haja um mal entendido. Pois o “Melhor de Deus” já veio, e Se chama Jesus Cristo. Num certo sentido, quem espera que o melhor de Deus ainda venha são os judeus, que rejeitam Jesus como o Messias prometido.

Definitivamente, Jesus é o Melhor de Deus. Ele poderia ter enviando um anjo, mas em vez disso, enviou-nos Seu único Filho. Alguém ainda se atreve a dizer que o Melhor de Deus ainda está por vir? E mais: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?” (Rm.8:32). Tudo o que por ventura desejássemos da parte de Deus, já está incluído em Jesus. Precisamos de mais?

É razoável insistirmos em querer mais de Deus?

Depois de orar por três vezes pedindo que se lhe fosse removido um espinho da carne, Paulo ouviu do Senhor a resposta: “A minha graça te basta” (2 Co.12:9).

Ora, se a Graça é o suficiente, por que continuamos a querer mais?

Tornamo-nos uma geração de crentes insaciáveis, sempre em busca de uma dose mais forte da presença de Deus. Parecemos dependentes químicos, que sempre buscam uma droga mais forte. Começam com um baseado, e quando esse já não faz o mesmo efeito, passam pra uma droga mais forte, até sofrerem uma overdose.

A última pesquisa feita pelo IBGE aponta que quase 50 milhões de brasileiros são desviados de igrejas evangélicas. Gente que não aprendeu a se contentar com a Graça, e acabou sofrendo uma overdose espiritual. A busca frenética por um êxtase espiritual produz um desgaste emocional, que pode resultar num desapontamento e eventual afastamento da igreja.

Muitos buscam uma porção extra do Espírito Santo, baseados na experiência de Eliseu, que recebeu “porção dobrada” do Espírito que havia sobre Elias. Entretanto, vivemos sob a égide da Nova Aliança, onde recebemos “a plenitude em Cristo” (Cl.2:10). Deus nos dá do Seu Espírito sem medida (Jo.3:34). Portanto, não há porções adicionais.

No momento em que ouvimos a Palavra da Salvação, tendo n’Ele crido, fomos “selados com o Espírito Santo da promessa”( Ef.1:13).

Não há qualquer razão pra que um crente em Jesus esboce uma sede insaciável por Deus. Davi, o grande salmista, tinha razão em dizer que sua alma tinha sede de Deus, pois o Espírito Santo ainda não havia sido dado. Porém, agora, tal sede é inadmissível. Foi Jesus quem garantiu: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo.4:14).

Fomos saciados n’Ele!

Em vez de focarmos nossos sentimentos, buscando uma nova experiência, deveríamos focar naqueles que ainda não beberam da água da vida.

“O Espírito e a noiva dizem: Vem. Quem ouve, diga: Vem. Quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap.22:17).

Esta passagem tem sido mal interpretada, como se o Espírito e a Noiva dissesse a Jesus: “Vem!”. Mas basta ler a seqüência do verso pra verificar que o assunto é outro. O convite feito pelo Espírito e pela Noiva (a Igreja) não é endereçado a Jesus, mas aos sedentos deste mundo.

Mas como podemos convidar as pessoas para se saciarem em Cristo, se nós mesmos dizemos que ainda não fomos saciados?

Paulo testifica que “a todos nós foi dado beber de um só Espírito”(1 Co.12:13). Só uma igreja saciada tem condição de convidar o mundo pra que venha saciar-se.

Deveríamos fazer como a Samaritana, que “deixando o seu cântaro, foi à cidade e disse ao povo: Vinde, vede...”(Jo.4:28).

O problema é que não queremos abandonar nosso cântaro. Achamos que nossa busca ainda não se encerrou. Pensamos: Jesus deve estar escondendo alguma coisa de nós! Vamos insistir até que Ele resolva nos atender, e nos dar aquela porção extra que Ele tem guardado só pra Si. Infelizmente, esse parece ser o raciocínio de muitos.



Pelo amigo Bispo Hermes C. Fernandes

Amor Culposo


"Se você fosse preso por ser cristão, haveria provas suficientes para condená-lo?" (David Otis Fuller)

David Fuller pergunta: "há provas para condená-lo por ser cristão?” Prova é aquilo que mostra uma verdade, um testemunho, um indício, uma justificativa. Paulo, o apóstolo escreveu: ... “Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão” (1Tm 6.16).

Não havia nenhum mal, dano, delito, crime, pecado, ou transgressão religiosa, para condenar Jesus Cristo. Pôncio Pilatos, governador da província romana da Judéia, declarou sobre Jesus: “Não acho culpa alguma neste homem” (Lc 23.4). Se fossemos preso por ser cristão, haveria provas suficientes para nos condenar? Um testemunho? Um indício? Uma justificativa? O que “prova” alguém ser cristão não é o que ele diz, mas o que ele faz (Mt 12.33/Lc 10.30-37).

O que “prova” alguém ser cristão é a coerência de sua vida com o evangelho de Cristo (Lc 6.46). O que “prova” alguém ser cristão é seu autentico estilo de vida (Mt 23.3).

Que o mundo encontre em nós a culpabilidade por ser cristão; que nos acuse por não amá-lo; que nos incrimine por amar a Deus e seu Cristo; que nos julgue por odiar o pecado e amar nossos inimigos.

Que sejamos todos réus deste amor culposo. Que sejamos acusados pelo crime de servir a Deus de todo coração, chamados a juízo para responder por atos de misericórdia; culpados, acusados, incriminados, responsabilizados por ação prática contra o egoísmo do mundo.

Que sejamos considerados como nosso o Amado Mestre: réu de morte; que incidiu em crime amar o pecador cuja pena foi a morte.




Deus nos abençoe.

 
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